Uma nova estratégia para driblar o sistema imune no transplante de órgãos

Por Marco Augusto Stimamiglio – Instituto Carlos Chagas – Fiocruz/PR

Quando o assunto é transplante de órgãos, um dos grandes problemas a ser enfrentado é a possível rejeição imunológica desencadeada pelo paciente receptor e a consequente perda do enxerto (órgão ou tecido doado). O enfrentamento deste problema normalmente requer o uso contínuo de muitos medicamentos imunossupressores (que reprimem o sistema imune do paciente receptor e evitam a rejeição do órgão ou tecido doado). Entretanto, esta estratégia de imunossupressão após o transplante pode tornar os pacientes mais vulneráveis a outras doenças, além de causar muitas complicações devido a seus efeitos colaterais. Assim, a rejeição do enxerto e os efeitos indesejados da imunossupressão ao longo da vida continuam a dificultar a ampla aplicação clínica dos transplantes. Continuar lendo