Por Michelle Tillmann Biz – Departamento de Ciências Morfológicas – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
A curcumina é o principal bioativo extraído da raiz da Curcuma longa, planta conhecida popularmente como cúrcuma ou açafrão-da-terra. Seu uso remonta a mais de dois mil anos na culinária asiática, especialmente na Índia, onde constitui ingrediente essencial do curry, conferindo sabor, aroma e coloração dourada aos alimentos. Além de seu papel gastronômico, a cúrcuma foi amplamente incorporada à medicina tradicional ayurvédica e à medicina chinesa, empregada no tratamento de distúrbios digestivos, inflamações e desordens hepáticas.
A partir da segunda metade do século XX, com o avanço da farmacologia e da biologia molecular, a curcumina passou a ser estudada sistematicamente, revelando propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, antimicrobianas e antitumorais.
Nos últimos anos, a curcumina tem se destacado como um candidato terapêutico versátil, explorado em diferentes áreas médicas, incluindo oncologia, neurologia, doenças metabólicas e, mais recentemente, na odontologia regenerativa. É exatamente esta faceta na odontologia regenerativa que vamos explorar neste texto.
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