Bactérias da cavidade oral estão “de olho” nas restaurações de resina!

Por Michelle Tillmann Biz – Dpto. de Ciências Morfológicas / UFSC

Figura 1: Resina sendo inserida em uma cavidade (Fonte: http://www.fgm.ind.br)

É comum o pensamento que um dente restaurado estará mais fortalecido contra a cárie por ter sido usado um material sintético; ou que ao fazer um tratamento de canal, os dentes estarão livres de serem acometidos por novos episódios de dor/infecção, uma vez que o dente foi preenchido por um material, estando, portanto, “morto”. Entretanto, é preciso ter atenção: os materiais restauradores comumente utilizados na Odontologia fazem parte do “cardápio” destas bactérias também!

No âmbito da Odontologia, restauração é quando utilizamos um material sintético para repor o tecido duro do dente perdido (esmalte ou dentina) seja por cárie ou por trauma/fratura. Já o tratamento de canal é um tipo de tratamento odontológico muitas vezes necessário quando a polpa do dente é acometida de alguma patologia (inflamação/infecção) ou o dente submetido a um trauma severo. Nesse tipo de tratamento, a polpa do dente é removida e a cavidade que a continha (chamada de cavidade pulpar) será limpa, com o uso de limas endodônticas, e desinfetada, com o uso de medicações e líquidos irrigantes. Após esses procedimentos, o espaço será preenchido por um material sintético. Continuar lendo

Faça-se luz! Mas “biológica” por favor!

Por Hélia Neves – Faculdade de Medicina de Lisboa – Portugal

A palavra “biológico” tomou conta do nosso quotidiano, está presente nos alimentos (biológicos/orgânicos), na cosmética, nos métodos de tratamento… e até já existem hotéis biológicos, os bio-hotéis! E de verdade, quem de nós não se sente tentado a consumir “biológico”, com a promessa de esse melhorar o nosso bem-estar e o do planeta? Foi o que também pensou uma equipa de engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ao tentar criar plantas capazes de iluminar as nossas casas. Parece-lhe ficção? Talvez não, talvez esteja num futuro mais próximo do que imagina! E uma vez que a iluminação é responsável por cerca de 20% do consumo mundial de energia, a exploração de novas soluções para a mesma merece, sem dúvida, a nossa atenção. Continuar lendo

1, 2, 3, 4…Pra ficar maneiro evite muito álcool!

Por Natalli Granzotto1 e Geison Souza Izídio2

  1. Doutoranda em Farmacologia – UFSC;
  2. Coordena o Laboratório de Genética do Comportamento – UFSC

Imagem relacionada “Uísque ou água de coco pra mim tanto faz…” era parte de uma música bastante popular no Brasil, há alguns poucos anos. Se esses hits de sucesso impulsionam a realidade, ou se, na verdade, fazem sucesso porque retratam a realidade é uma pergunta interessante a se fazer. O fato é que, no Brasil, os drinks de vodca, ou whisky, com energético estão cada vez mais marcando presença nas comemorações de todas as faixas etárias, a partir da adolescência.

Um estudo, conduzido por pesquisadores da Unifesp (para ver, acessar aqui), mostrou que 76% dos indivíduos entrevistados (homens e mulheres com idade média de 24 ± 6 anos) declarou consumir a combinação de bebidas energéticas com álcool. Continuar lendo

Prêmio Nobel 2017: medicina, física e química

Cientistas descobriram que… preparou um texto especial para nossos leitores. Reunimos três pesquisadores das áreas de Biologia/Biomedicina, Física e Química para explicar as grandes descobertas que renderam os prêmios Nobel de Medicina, Física e Química de 2017. Aproveitem!

Prêmio Nobel Medicina / Fisiologia: controle do ritmos circadianos Continuar lendo

Explorando o desconhecido por meio das visualizações contábeis e gerenciais

Por Vitor Klein Professor do Depto de Governança Pública da UDESC

Na arte do holandês Cornelis Cort (1533-1578), a dama retórica se inclina enquanto um jovem recebe instrução sobre retórica. Parte das Sete Artes Liberais, a retórica tinha como base a gramática e a lógica. Paolo Quattrone explora como a retórica pode nos ajudar a entender o papel das visualizações contábeis e gerenciais.

Minha esposa costuma dizer que só existe uma profissão mais entediante que a de dentista: a de contador. Considerando que ela é escritora, faz todo sentido. Afinal, se a imaginação é o eixo de sua arte, a contabilidade se ocupa do universo árido do real. Números, indicadores, balanços e gráficos costumam informar, dizem por aí, sobre um estado objetivo da realidade, e cabe a contabilidade suprimir incertezas e ambiguidades normalmente atribuídas à esfera da política e da arte. Paolo Quattrone (2017), no entanto, questiona essa dicotomia ao oferecer uma perspectiva alternativa sobre o papel das visualizações contábeis e gerenciais.

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