Abaixo a corrupção tumoral!! A saga continua

Por Bruno Costa Silva – Champalimaud Centre for the Unknown – Lisboa, Portugal 

Neste texto mostramos uma nova droga que, ao atuar sobre células não tumorais, melhora a resposta de tumores a terapias.

Se estima que apenas em 2020 tenham havido 1.414.259 casos e 375.304 mortes causadas por câncer de próstata globalmente, um tipo tumoral que sozinho corresponde a 15% de todos os diagnósticos de câncer.

Apesar de avanços no desenvolvimento de novos medicamentos, uma proporção de 10-20% destes pacientes virão a apresentar tumores com resistência mesmo aos tratamentos mais modernos.

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Desvendando os mistérios dos cabelos brancos: a intrigante jornada das células-tronco melanocíticas

Desvendando os mistérios dos cabelos brancos: a intrigante jornada das células-tronco melanocíticas

Por Marco Augusto Stimamiglio – Instituto Carlos Chagas, Fiocruz Curitiba – Paraná 

Um estudo recente, realizado na Universidade de Nova York, revelou descobertas notáveis sobre as células-tronco melanocíticas (McSC), que dão origem às células responsáveis pela pigmentação da pele e dos cabelos. Ao contrário do modelo clássico, no qual uma célula-tronco origina uma célula madura sem possibilidade de voltar atrás, cientistas descobriram que as McSC podem oscilar entre os estados não especializado e especializado, dependendo dos sinais do microambiente em que estão inseridas (considerando as diferentes partes do tecido capilar, como o bulbo e o germe do cabelo). O que torna essa descoberta ainda mais fascinante é o fato de que, à medida que o folículo piloso envelhece, um maior número de McSC fica preso em um estado não especializado, perdendo a capacidade de amadurecer e produzir melanina.

Publicado na revista Nature em 19 de abril de 2023, este estudo desafia não apenas a visão tradicional de como as células-tronco se especializam, mas também oferece pistas sobre o motivo pelo qual o cabelo fica grisalho com o envelhecimento.

Inicialmente, os cientistas esperavam que as McSC seguissem o modelo clássico das células-tronco, no qual algumas permanecem não especializadas para reabastecer o reservatório de células-tronco, enquanto outras se especializam em células progenitoras que eventualmente se transformam em células maduras produtoras de melanina.

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Uma assinatura microscópica das cidades: o que as abelhas nos revelam sobre os microrganismos urbanos

Uma assinatura microscópica das cidades: o que as abelhas nos revelam sobre os microrganismos urbanos

Por Fabienne Ferreira – Dpto. de Ciências Morfológicas – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de metade da população mundial vive atualmente em áreas urbanas, e estima-se que essa proporção aumente para 70% até 2050. Nas cidades, temos uma mistura de muitos seres vivos, como pessoas, animais não humanos e plantas, cada um com suas próprias comunidades de microrganismos. A soma de todas essas comunidades microscópicas (invisíveis aos nossos olhos nus) é chamada microbioma. Essas diferentes formas de vida interagem o tempo todo, tanto entre si quanto com os prédios e ruas que criamos. 

Uma crescente quantidade de evidências científicas nos mostra que a saúde e bem-estar dos seres vivos dependem dessas interações.

Na verdade, o desenvolvimento e a saúde dos seres humanos estão relacionados a uma combinação de características individuais e características dos microrganismos que habitam nosso corpo.

Além disso, foi descoberto que o momento de floração das plantas depende do conjunto de microrganismos no solo, e que compostos metabólicos úteis em plantas medicinais são possivelmente sintetizados em conjunto com suas bactérias parceiras. 

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Jejum intermitente: vale a pena ou não?

Por Rita Zilhão – Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa

Com o desenvolvimento econômico, a disseminação das dietas e os modernos estilos de vida ocidentais, a obesidade duplicou entre 1980 e 2015 e tornou-se um problema. Cerca de 60% das mortes globais anuais estão relacionadas com a obesidade na medida em que esta, enquanto distúrbio metabólico crônico, contribui para doenças como as cardiovasculares ateroscleróticas, diabetes tipo 2 e diferentes tipos de cancro (câncer em português brasileiro).

As estratégias de tratamento da obesidade passam pela cirurgia, medicação, exercício físico, dietas variadas e também o jejum. Nesta última categoria, entra o jejum intermitente (IF – intermittent fasting) que se tem revelado eficiente na sua relação com a perda de peso, e em alguns casos até descrito como mais eficaz do que programas de treino físico.

Por outro lado, a remodelação da microbiota intestinal também tem sido uma estratégia para a prevenção da obesidade na medida em que impede ou promove a absorção de nutrientes regulando o metabolismo do hospedeiro. Também se sabe que nos programas de dieta o tipo e o tempo em que se consomem os alimentos modificam o ritmo da microbiota intestinal.

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