E se conseguíssemos simular computacionalmente o funcionamento de uma célula?

Por Guilherme Razzera, Laboratório de Bioinformática Estrutural – UFSC

Imagem de um fofossistema na membrana do cloroplasto. Para visualizar os vídeos, clique aqui.

Há muitas maneiras de se estudar o funcionamento de um organismo ou de parte dele, e certamente a experimentação in vitro ou in vivo, com as coisas reais mesmo, foi a principal maneira que encontramos para construir o nosso conhecimento científico. A questão é: existem outras formas que vêm se difundindo nos últimos anos. Você já parou para pensar no quanto podemos simular as coisas atualmente? Estou falando de uma grande capacidade que temos de construir modelos, como os meteorológicos, por exemplo, que envolvem uma grande capacidade de cálculos e nos oferecem uma boa previsão em curto prazo. Tá bom, tem vezes que não dá pra confiar totalmente e deixar o guarda-chuvas em casa com segurança, mas usamos no nosso dia-a-dia, certo? Agora: e se conseguíssemos simular uma célula viva? Dizer quais são suas características, quais suas sequências de DNA, quais RNAs, quais proteínas, quais os tipos de membranas, qual pH, qual força iônica, entre outros parâmetros, além de simular o seu funcionamento e suas respostas. Será Continuar lendo