A saga dos cientistas que copiam a natureza: um novo capítulo na construção de biopróteses de válvulas cardíacas

Por Marco Augusto Stimamiglio – Instituto Carlos Chagas – Fiocruz/PR

A substituição das válvulas do coração é um procedimento que pode ser necessário quando há falhas no sistema de fluidos que permite o adequado bombeamento e circulação do sangue por todo nosso corpo. Algumas destas falhas são causadas por dificuldades na abertura ou no fechamento correto das válvulas cardíacas, situações que podem ocorrer no curso de doenças degenerativas associadas ao envelhecimento. Nestes casos, o uso de próteses mecânicas ou biopróteses construídas em laboratório com o uso de tecidos animais são possíveis soluções para a substituição cirúrgica das válvulas que não funcionam plenamente. Entretanto, quando se trata de malformações congênitas (anomalias funcionais ou estruturais originadas durante o desenvolvimento intrauterino) ou outras doenças infanto-juvenis que causam mal funcionamento das válvulas, o uso de próteses mecânicas e biopróteses acaba limitado. Essa limitação ocorre porque estas próteses e biopróteses têm tamanhos fixos e não acompanham o crescimento do coração de uma criança. Isso significa que o paciente necessitará de novas cirurgias para substituição das válvulas ao longo dos anos até atingir a idade adulta.

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