A Ciência da Arte para diminuir o estresse

Por Giordano W. Calloni, Dpto de Biologia Celular, Embriologia e Genética da UFSC

Jackson Pollock pintando em Long Island, Nova York, 1950.
© Hans Namuth. Fonte: Encyclopedia Britannica

–  E então Giordano vamos?

–  aham…

–  Giordano, o museu vai fechar e você está em frente a esse quadro faz mais de uma hora. 

– ok, se não há saída, vamos…

Bem meu caro leitor, essa é uma conversa banal de um casal banal em uma tarde nada banal do mês de junho do ano de 2007. Os elementos presentes: um homem emocionado, sua esposa impaciente (com razão), e um quadro dentro de um dos mais belos museus do mundo: a Tate Modern Gallery em Londres. Talvez você tenha percebido que o homem diante do quadro é o interlocutor que aqui vos escreve. O quadro, “ah, o quadro!”, era nada mais nada menos do que “Summertime Number 9A” de Jackson Pollock. Solicito que o leitor clique aqui para ver o quadro antes de continuar a leitura.

Podemos nos questionar como uma pintura, que para alguns pode parecer “feia”, “desorganizada” ou, no melhor dos casos, completamente sem sentido, atrai atenções e invoca emoções das mais diversas. A rigor, não precisaríamos tentar entender e muito menos explicar essas emoções, pois, como bem disse Freud “não é fácil lidar cientificamente com sentimentos”. Mas como todo bom cientista não resisti à tentação e resolvi encarar o desafio de lidar cientificamente com as emoções suscitadas pela arte de Jackson Pollock.

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O que tem o pulmão humano em comum com … o leito de um rio, uma fortificação ou um cristal de gelo?

Por Hélia Neves                                                                                                                                        Prof. da Faculdade de Medicina de Lisboa – Portugal                                                                 Para ouvir o áudio do texto com a autora, clique aqui.

Retomamos, esta semana, as visitas por terras Portuguesas… De regresso ao Alentejo, encontramos a cidade de Elvas, reconhecida como Património Mundial da UNESCO pelas suas fantásticas fortificações em formato de estrela, datadas dos séculos XVII a XIX. Entre estas, encontra-se o Forte de Nossa Senhora da Graça, com a sua estrutura de planta quadrangular com vértices rematados por baluartes pentagonais. Essa fortaleza é um desafio arquitectónico com muralhas desenhadas por repetições da mesma forma geométrica… assemelhando-se a um objecto fractal… Continuar lendo