Prêmio Nobel 2013

O Prêmio Nobel é o maior prêmio que um cientistas pode receber. É oferecido todos os anos aos cientistas que fizeram grandes descobertas. Cientistas descobriram que… preparou um post especial para nossos leitores. Reunimos 3 especialistas para explicar as grandes descobertas que renderam o prêmio Nobel de Medicina, Química e Física desse ano, aproveitem. (Para saber sobre a história do Prêmio Nobel e de seu criador Alfred Nobel, acesse o site: http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/nobel/home.html)

Nobel prize
Prêmio Nobel de Medicina / Fisiologia

Por Giordano Wosgrau Calloni

Três cientistas dividiram o Nobel de Medicina / Fisiologia este ano. Tratam-se de James E. Rothman, Randy W. Schekman e Thomas C. Südhof. O que estes três cidadãos fizeram para merecer esta honraria? Eles demonstraram que nossas células possuem uma central dos correios dentro delas. Como assim? Bem, se nós quisermos comprar algo pela Internet que seja entregue em nossa casa, nós precisamos seguir três passos principais certo? Primeiro, localizar a empresa que produz o artigo que desejamos, depois fazer a compra e dizer exatamente o endereço de entrega e, por fim, aguardar que uma transportadora ou a própria agência dos correios nos entregue o tão desejado item. Pois bem, estes três cientistas descobriram exatamente como uma célula, após produzir alguns de seus constituintes fundamentais, as proteínas, é capaz de empacotá-los (como se fossem presentes) dentro de minúsculas vesículas e fazer a entrega destas diversas proteínas para os mais variados endereços dentro e também para fora da célula. Eles descobriram, ainda, como a célula é capaz de endereçar estas partículas de maneira correta para cada destino e, também, que, ao receber a encomenda, o destinatário reconheça que a entrega realmente era para ele, sem que o correio tenha se enganado no momento do envio. Ainda por cima, o tempo da entrega é extremamente regulado, quer dizer, é como se o correio fizesse a entrega apenas quando você realmente estivesse em casa. (para ver detalhes deste lindo cenário, acesse o Link: http://www.youtube.com/watch?v=bD4z27ASN1M).

Fantástico não é mesmo? Nesta altura, vocês já devem ter percebido que nossas células são mais eficientes que os correios, e nem sequer fazem greve. Para termos uma ideia da influência destas pesquisas, hoje sabemos que moléculas importantes como os neurotransmissores e a insulina passam por todo este processamento e são entregues corretamente no local certo e na hora certa. Graças a isto, estas proteínas desempenharão funções tão importantes quanto permitir que vocês leiam e compreendam este texto e que seus níveis de glicose sanguíneos sejam mantidos enquanto fazem isto, por exemplo. Em entrevista, o pesquisador James E. Rothman, declarou que um dos fatores decisivos para esta conquista, foi poder pesquisar com liberdade em uma época na qual, contando apenas com dados preliminares, as agências de financiamento (no caso o NIH) apostavam em projetos de Ciência Básica. Ele diz que no “ambiente” atual, dificilmente ele teria tido a liberdade e a coragem para perseguir neste tema. Recado dado para as agências financiadoras!!

A entrevista completa pode ser vista no link: http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/medicine/laureates/2013/rothman-telephone.html

Legal também é verificar a reação dos ganhadores ao receber o telefonema do comitê do Prêmio Nobel. Para escutar a ligação acessem o link:  http://www.nobelprize.org/soundfiles/interview_2013_med_sudhof_01.mp3

Prêmio Nobel de Química

Por Bruno José Gonçalves da Silva

O Prêmio Nobel de Química de 2013, concedido aos pesquisadores Martin Karplus (França), Michael Levitt (EUA) e Arieh Warshel (EUA) é fruto de um trabalho iniciado na década de 1970. Eles foram os pioneiros no desenvolvimento de poderosos programas computacionais que permitiram os cientistas entenderem e, até mesmo, serem capazes de prever processos químicos complexos. É como se pudéssemos assistir em tempo real com uma poderosíssima lupa de aumento a todo o mecanismo de uma reação química! Para termos uma ideia de como estes programas de simulação molecular se tornaram ferramentas indispensáveis na ciência hoje em dia, voltemos brevemente a um passado não tão distante assim…

Acredito que muitos leitores se lembram dos queridos (ou não) professores de química, com suas bolinhas coloridas de isopor e arames para representar os átomos e as ligações entre eles, formando divertidas moléculas. Quem não se lembra do famoso modelo da molécula de DNA, construída nos anos 1950, por Francis Crick e James Watson, o que lhes rendeu o Prêmio Nobel de Medicina/Fisiologia em 1962 ? (leia mais sobre isso em http://qnint.sbq.org.br/qni/visualizarTema.php?idTema=33).

Agora vamos imaginar como seria tentar entender outros sistemas químicos mais complexos, como a fotossíntese ou a ação de uma proteína no nosso organismo, utilizando apenas aqueles materiais? Difícil, não é mesmo? Haja bolinha de isopor e arame!

Pois bem, a grande contribuição dos premiados foi combinar a física clássica, ótima para calcular moléculas realmente grandes, mas inviável para prever reações químicas, com a mecânica quântica, que só podia ser usada para moléculas pequenas. Assim, eles conseguiram aliar o melhor destes dois mundos no modelo que desenvolveram! Como consequência deste estudo, não somente o entendimento das interações entre as moléculas em uma reação química pôde ser compreendido e previsto, mas também, estes conhecimentos poderão ser usados na pesquisa de processos em seres vivos, assim como em técnicas industriais, por exemplo.

Como grandes descobertas sempre despertam novos horizontes, um dos sonhos assumidos de Leavitt é simular todas as reações químicas que ocorrem em um organismo vivo. E segundo a academia sueca, que concede a premiação, “só o futuro pode decidir” se as poderosas ferramentas desenvolvidas pelos premiados irão um dia permitir concretizar esse sonho! De qualquer forma…registro os parabéns e muito obrigado aos pesquisadores, agora milionários, pela contribuição à química, a ciência e a qualidade de vida!

Prêmio Nobel de Física

Por Paula Borges Monteiro

De onde viemos? Essa é uma das grandes perguntas da humanidade. Nós podemos, antes de pensar em respondê-la, fazer algumas perguntas mais básicas (não menos complicadas), por exemplo, como surgiu a matéria que dá forma a tudo o que conhecemos, rochas, vegetais, animais, até mesmo os corpos celestes?    

O belga François Englert e o britânico Peter W. Higgs de forma independente dedicaram grande parte de suas vidas para tentar explicar o surgimento da matéria no início do universo. Dia 8 de outubro de 2013 tiveram seu trabalho reconhecido ao serem laureados como o Prêmio Nobel de Física. A teoria desenvolvida na década de 60 responde por que algumas partículas, como prótons e elétrons, possuem massa enquanto outras partículas, como o fóton, não possui. A teoria foi comprovada com a utilização do Grande Colisor de Hádrons da Organização Européia para pesquisa Nuclear (CERN) localizado na fronteira entre a Suíça e a França.

Segundo a teoria de François Englert e Peter W. Higgs, todos os componentes do universo são formados por partículas elementares que interagem entre si através de forças presentes na natureza. O que faltava no modelo era a explicação sobre o fato de algumas partículas possuírem massa enquanto outras não. Sem massa todas as partículas viajariam à velocidade da luz e a formação de átomos e moléculas seria impossível.

Para preencher essa lacuna do modelo, Englert e Higgs acreditaram na existência de um campo que preenchesse todo o espaço, o campo de Higgs.  Para entendermos melhor o que é esse “campo de Higgs”, vamos imaginar o campo de gravidade da terra. Um meteorito que passa próximo a terra seria atraído pelo campo gravitacional da terra e cairia sobre ela. Mesmo se o meteorito não passasse o campo estaria lá apesar de não conseguirmos vê-lo apenas os seus efeitos. O campo de Higgs seria outro tipo de campo que estaria por todo o universo. Segundo a teoria, inicialmente as partículas não teriam massa: as partículas adquiririam massa ao passar pelo campo de Higgs e interagir com ele. Partículas que não entrassem em contato com o campo de Higgs, não teriam massa, é o caso dos fótons que formam a luz. Importante ressaltar, esse modelo ainda afirma que todo campo dá origem a uma partícula, sendo assim existiria uma partícula de Higgs que formaria o “campo de Higgs”.  Detectar a partícula de Higgs, seria confirmar a existência do campo de Higgs e toda a teoria de origem da matéria.

Higgs achou que morreria antes de ver sua teoria confirmada. A partícula de Higgs foi detectada ano passado no acelerador de partículas do CERN. Na reportagem a seguir é possível ver a emoção de Higgs com o anúncio da descoberta do bóson de Higgs, assim batizada a partícula. http://www.youtube.com/watch?v=P7ZCI5fX52M

 

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