Por Giordano Wosgrau Calloni e Ricardo Mazzon – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Ao pensar em bactérias, comumente se imagina organismos unicelulares microscópicos, invisíveis a olho nu e que requerem instrumentos especiais para serem vistos. Essa ideia é geralmente correta, mas não em todos os casos.
A maioria das bactérias não é visível sem um microscópio devido ao limite de resolução dos olhos humanos. Esse limite é a menor distância entre dois pontos que ainda podem ser percebidos como distintos. Por exemplo, o olho humano tem um limite de resolução de cerca de 0,2 mm, o que significa que distâncias menores se tornam invisíveis. Abaixo desse limite, é necessário usar um microscópio óptico de luz (M.O.L), que permite ver objetos cerca de 1.000 vezes menores. Assim, uma célula bacteriana que apresenta tamanho médio entre 1 e 2 micrômetros de comprimento não pode ser vista a olho nu porque possui um tamanho muito diminuto (um ou dois milésimos de milímetro, i.e., 0,001 e 0,002 mm), e, portanto, está muito abaixo do limite de resolução do olho humano. Portanto, tudo que está acima de 0,2 mm é visível a olho nu.
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