Ciência e Política em tempos de intolerância

Por Vitor Klein                                                                                                                         Professor do Depto de Governança Pública da UDESC

vitor-imagemO que o estado islâmico, constantes crises econômicas e discursos xenofóbicos na política têm a ver com ciência? Para Stephen Toulmin tudo, pois foram esses os ingredientes que vieram a moldar nossa concepção moderna de ciência. Contrariando a noção comum de que com o Iluminismo as sociedades Europeias teriam substituído tradição e superstição por ciência e método, Toulmin faz uma incursão minuciosa na história das ideias Continuar lendo →

Se você gosta de videogame pode transformar-se em um cidadão cientista

Por Paula Borges Monteiro                                                                                                        Grupo de Estudos em Tópicos de Física – IFSC

Atenção! Podemos ter um bom argumento para gastar o tempo livre com jogos de computadores: contribuir para o progresso da ciência! Em abril de 2016, o reconhecido periódico inglês Nature publicou o trabalho Exploring the quantum speed limit with computer games, sobre a investigação de um limite para velocidades em sistemas quânticos a partir de jogos de computadores. Continuar lendo →

Por que a ciência precisa da filosofia?

Por Vitor Hugo Klein Junior – Pesquisador do Grupo Strategos – Esag/UDESC

Vitor - figura

Mercúrio coroando a Filosofia Mãe das Artes, pintura de Batoni Pompeo, século XVIII, ilustra a importância da filosofia como alicerce do conhecimento e ciência. O termo Artes refere-se às sete artes liberais que, na Idade Média, dividia-se em trivium e quadrivium, o primeiro um conjunto de disciplinas que estudam o texto literário, o segundo, composto de disciplinas destinadas ao ensino do método científico.

Há quatro anos, o físico Stephen Hawking defendeu a forte tese de que a filosofia estaria morta[1]. O argumento de Hawking ecoa, ironicamente, o do filósofo Nietzsche, que no século XIX, afirmara a morte de Deus. Argumentos contundentes são sem dúvida combustível de muito ressentimento no campo intelectual, e quando corretamente administrados, basta uma fagulha para que paixões se incendeiem. Hawking traz à tona, nesse caso, o conturbado relacionamento entre paixões distintas acerca do papel e alcance da ciência e da filosofia. Continuar lendo →