A bioluminescência dos fungos pode ser controlada… e utilizada

Por Elisandro Ricardo Drechsler-Santos – Depto. de Botânica e PPGFAP – UFSC

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“Se essa trilha
Se essa trilha fosse minha
Eu mandava
Eu mandava iluminar
Com micélio e cogumelos luminescentes
Para o meu
Para o meu amor passar”

Nesta paródia de uma das cantigas infantis mais populares menciono as espécies de fungos que emitem luz, que não fazem parte apenas das crendices populares. Esses fungos são reais, mas podem ser vistos na natureza somente à noite, em florestas totalmente escuras, longe das luzes das cidades, das lanternas, em noites sem a luz da lua ou dos raios que anunciam a chegada de uma tempestade. Por mais incrível que pareça, nessas condições de breu, é possível andar em uma trilha somente com a orientação das luzes esverdeadas emitidas pelas células dos fungos (micélio) que estão crescendo e decompondo as folhas no solo das florestas. Contando com um pouco mais de sorte, é possível ainda ver cogumelos inteiros brilhando na noite.

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Cogumelos venenosos podem salvar vidas

Por Elisandro Ricardo Drechsler-Santos & Cauê Oliveira
Depto. de Botânica e PPGFAP – UFSC

Figura 1: Amanita phalloides (Vaill. ex Fr.) Link, um dos cogumelos mais mortais do planeta, mas que produz moléculas que podem salvar vidas (fonte: https://goo.gl/images/r8kp8K).

As pessoas são micofóbicas? De modo geral os brasileiros são! O “medo” de fungos, ou micofobia (do latim, mico = fungo; do grego, fobia = medo), é um medo irracional de origem cultural. Observem: quando as pessoas ouvem a palavra “fungo” reagem fazendo cara feia de desaprovação ou de desconfiança, não é verdade? Bem, acredita-se que o “medo” ocorra em culturas que se preocupam principalmente com o aspecto perigoso dos fungos, principalmente em relação Continuar lendo