Os ensinamentos da pandemia

Por Filipe Modolo – Dpto. de Patologia, UFSC

Fonte: pxhere

Não é novidade para ninguém que estamos vivendo um momento trágico na história da humanidade, talvez um dos momentos mais difíceis da Idade Contemporânea. Não há dúvidas de que a pandemia do COVID-19 trouxe muitos prejuízos, como a perda da vida das pessoas amadas, diversas sequelas naqueles que se recuperaram, saturação dos sistemas de saúde público e privado, retração econômica com aumento no desemprego entre outros problemas muito sérios. Diversos textos desse blog científico já trataram dessas repercussões negativas da pandemia, com destaque para “O impacto da COVID-19 na saúde bucal eO impacto emocional do COVID-19.

No entanto, de acordo com a “metáfora do copo meio cheio, meio vazio” ou a “filosofia de buscar o lado bom das coisas ruins” todas as situações, por pior que pareçam, podem ter um lado bom – muitos chamariam isso de comportamento Poliana (menina que sempre procurava extrair algo de bom em todas as situações, mesmo as mais desagradáveis, personagem do livro clássico “Pollyana”, escrito em 1913 por Eleanor H. Porter). A pandemia do COVID-19, por incrível que pareça, também gerou repercussões positivas…

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O paradoxo lockdown e a teoria de jogos

Por Paula Borges Monteiro Grupo de Estudos em Tópicos de Física – IFSC

O ganhador do Oscar de melhor filme de 2002, A Beautiful Mind (no Brasil, “Uma Mente Brilhante”), conta a história de John Forbes Nash, um matemáticonorte-americano, esquizofrênico que trabalhou, entre outros temas, com Teoria de Jogos. Se você ainda não assistiu, vale a pena! Em uma das cenas do filme, em um bar, o personagem principal antecipa as ações dos colegas para decidir seu próximo passo (tudo o que podemos dizer sem spoiler). Este pequeno recorte exemplifica o objeto de estudo do ramo da matemática aplicada, denominado Teoria de Jogos, que trata de estratégias e ações utilizadas pelos jogadores para obterem o melhor resultado. Alguns exemplos como o Equilíbrio de Nash, o Dilema do Prisioneiro, o problema de Monty Hall (conhecido como a porta dos desesperados em um antigo programa infantil) ou o Paradoxo de Parrondo,  podem ser aplicados em diferentes áreas como Economia, Filosofia, Inteligência Artificial, Biologia Evolutiva, Ciências Políticas, Ciência da Computação, entre outras. Cientistas descobriram que … o Paradoxo de Parrondo pode ser aplicado no estudo do “custo” da epidemia de COVID-19.