A mutação gênica que predispõe os seres humanos à aterosclerose

Por Marco Augusto StimamiglioInstituto Carlos Chagas – Fiocruz/PR 

Estudos científicos que tratam da evolução da humanidade sugerem que a perda de genes foi decisiva na origem de nossa espécie. Estima-se que, entre 2 e 3 milhões de anos atrás, os humanos perderam a função de um gene com a sigla CMAH (proveniente do nome em inglês CMP-Neu5Ac Hydroxylase) . Esse gene permanece atualmente ativo em outros primatas não humanos. A mutação no gene CMAH aumentou a resistência dos nossos ancestrais para correr longas distâncias. Esta ‘vantagem adaptativa’ pode ter sido decisiva na conquista de novos territórios e na fuga de predadores, por exemplo. Naturalmente, é razoável considerar que não foi apenas essa mutação individual que nos trouxe tão atrativa adaptação, mas, possivelmente, também a perda de pelos ​​e a expansão das glândulas sudoríparas tenham ajudado a manter esses ‘maratonistas’ arejados. Seja como for, os cientistas ainda não sabem muito sobre as alterações celulares que nos proporcionaram maior resistência na corrida quando comparados aos macacos. Continuar lendo

Imagine – PanGea: competição de popularização científica intercontinental e multicultural

Por Ricardo Castilho Garcez
Dpto. de Biologia Celular, Embriologia e Genética – UFSC

PT-PANGEANessa semana nossa postagem é sobre o Imagine-Pangea, uma competição de divulgação científica, idealizada pelo Projeto Imagine, que vai envolver vários países da América Latina e África.

Para participar do Imagine-PanGea, mestrandos e doutorandos ,vinculados a Universidades da América Latina e África, deverão preparar um vídeo de 3 minutos apresentando o seu trabalho de pesquisa. O vídeo pode estar em português, inglês, francês ou espanhol e deve, obrigatoriamente, estar em linguagem simples, permitindo que qualquer pessoa interessada possa compreender. Continuar lendo