Fibras de nanotubo de carbono usadas na fabricação de tecidos que podem funcionar como baterias. Que tal carregar o celular na sua jaqueta?

Por Keli Fabiana Seidel – Grupo de pesquisa em Bio-Optoeletrônica Orgânica– UTFPR 

Figura 1: Fibra de nanotubos de carbono sendo esticada. O resultado é similar uma teia de aranha, pois é elástica, leve e forte com a vantagem de ser uma “teia” que conduz eletricidade.

Dia após dia novidades relacionadas à nanociência surgem em nossas vidas de modo a trazer facilidades às nossas atividades do cotidiano. O celular, por exemplo, virou um grande amigo de muitas pessoas pela sua capacidade de agregar funções/App (GPS, redes sociais, câmera, agenda etc.) que podem ser acessados de qualquer lugar no mundo quando conectado à internet. Isso só é possível devido aos avanços na área de nanotecnologia que ampliaram a capacidade de processamento desses dispositivos mantendo-os em uma escala muito pequena, afinal, tudo isso cabe em sua mão. Se pudermos dar um zoom em um desses dispositivos eletrônicos e irmos para a escala nanométrica (1 nanômetro=1×10-9 m =0,000000001 m) podemos analisar, por exemplo, que tipos de materiais são usados para gerar tal eficiência. Entre os materiais “queridinhos” aplicados na nanotecnologia, o nanotubo de carbono tem papel de destaque em várias situações. Seu nome é devido a sua forma longa e oca em formato de tubo, com paredes formadas por folhas de carbono, chamadas de grafeno, com espessura de apenas um átomo (veja aqui). Continuar lendo

Imitando o nariz canino

Por Renata  Kaminski Dpto. de Química, UFS / Aracajú – SE

Todos sabem que os cachorros possuem um olfato extremamente sensível, esse sentido aguçado se deve ao alinhamento de milhões de minúsculos capilares (tubinhos) que cobrem uma grande área superficial, fazendo com que nossos melhores amigos sejam capazes de detectar odores em concentrações extremamente baixas.

A inspiração dos cientistas na estrutura do nariz dos cães para criação de sensores gasosos não é tão recente. No entanto, a grande dificuldade de fazer uma “boa imitação” é que o material seja de fácil obtenção em escala industrial e a síntese seja reprodutível, ou seja, que se obtenha sempre o mesmo material e com as mesmas Continuar lendo

Nanomateriais, nanomedicina, nanofármacos. Porque tantos cientistas estudam este mundo tão pequeno?

Por Keli Fabiana Seidel                                                                                                               Grupo de pesquisa em Bio-Optoeletrônica Orgânica– UTFPR

keli-imagem-1O desenvolvimento de materiais em escala nanométrica e as descobertas de diferentes aplicações destas “nano-coisas” em nosso cotidiano, provavelmente, vão muito além do que você possa imaginar. Dentre as várias possibilidades de aplicações da nanotecnologia, no texto de hoje vamos focar em aplicações voltadas às áreas biomédicas, através da técnica de tratamento terapêutico Continuar lendo

Células fotovoltaicas eficientes como réplicas de pétalas de rosas

Por Renata  Kaminski                                                                                                                   Dpto. de Química, UFS / Aracajú – SE

Imagem retirada do artigo original (final do texto)

Figura 01. Comparação da superfície de uma pétala de rosa com a superfície criada para aumentar a eficiências das células fotovoltaicas. Editado do artigo original (final do texto)

Cientistas do KIT (Karlsruhe Institute of Technology) reproduziram as células epidérmicas das pétalas de rosas El Toro, que possuem boa propriedade antirreflexo e integraram com células solares orgânicas. Isso resultou em um ganho de eficiência relativa de 12%, e os resultados foram apresentados no artigo publicado recentemente na revista científica Advanced Optical Materials. Continuar lendo

Nanopartículas em camadas podem trazer novas fronteiras em bioimagem, energia solar e segurança

Por Renata  Kaminski                                                                                                                   Dpto. de Química, UFS / Aracajú – SE

Renata - FiguraConverter luz de baixa energia em energias maiores não é um processo simples. Envolve a captura de um ou mais “pacotinhos” de luz, chamados de fótons, de uma fonte de luz de baixa energia e combinar essa energia para formar um “pacote maior”, ou melhor, fóton de maior energia. Essa conversão é objeto de estudo de muitos grupos de cientistas pelas muitas aplicações possíveis: como captura de energia solar, bioimagem, etc. Continuar lendo