Manchas vermelhas e coceira na pele? A causa pode ser o excesso de sódio

Por Marco Augusto StimamiglioInstituto Carlos Chagas – Fiocruz/PR

O consumo excessivo de sal (cloreto de sódio – NaCl) tem sido, há muito tempo, relacionado ao aumento no risco do desenvolvimento de doenças crônicas como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e renais. Entretanto, recentemente, descobriu-se que o sódio (Na+) se acumula nos tecidos e pode ativar células do sistema imunológico, levando ao desenvolvimento de doenças autoimunes (distúrbios causados por uma reação do sistema imunológico de um indivíduo em relação aos tecidos ou órgãos do próprio corpo). Não é à toa que a frequência de alergias e doenças autoimunes tem aumentado drasticamente nos últimos anos. Em um estudo publicado em agosto de 2018 na renomada revista Science Translational Medicine, cientistas alemães relataram que altas concentrações de Na+ podem induzir o surgimento de células Th2 (células T auxiliares tipo 2), que são as células imunes responsáveis pelo desenvolvimento de processos inflamatórios e alérgicos. Além disso, os cientistas demonstraram que altos níveis de Na+ estão presentes na pele afetada de pessoas com dermatite atópica, uma condição alérgica da pele.  Continuar lendo

Serão as células normais e as células tumorais mais parecidas do que imaginamos?

Por Hélia Neves                                                                                                                                        Prof. da Faculdade de Medicina de Lisboa – Portugal
Sabe qual é o órgão no nosso corpo que perde 30.000 células/min e é responsável por grande parte do pó que produzimos lá em casa? É também o nosso maior órgão, que corresponde a 15% do nosso peso total e ocupa uma área de aproximadamente 2m2. Já adivinhou? Se disse a pele, acertou!

A pele é o órgão que reveste o nosso corpo protegendo-nos do exterior e literalmente impede-nos de evaporar! Continuar lendo

Terá o rato-toupeira sem pelo a chave para cura do cancro (câncer)?

Por Hélia Neves                                                                                                                                        Prof. da Faculdade de Medicina de Lisboa – Portugal

Para ouvir o áudio do texto com o autor, clique aqui.

O rato-toupeira sem pelo vive no subsolo nos desertos do leste da África e é considerado uma das maravilhas do mundo natural, com grande potencial para contribuir com a medicina humana. Proporcionalmente, se o homem vivesse o mesmo tempo que o rato toupeira sem pelo, viveria até os 600anos...

De pele enrugada e quase cego, o rato-toupeira sem pelo vive no subsolo nos desertos do leste da África. Esta espécie é considerado hoje uma das maravilhas do mundo natural, potencialmente útil à medicina humana pelas características extraordinárias que apresenta. Se a relação de tempo de vida/tamanho da nossa espécie fosse correlacionável à da do rato-toupeira sem pelo… Nós viveríamos até aos 600 anos… e sem cancro! Fonte: Frans Lanting/Corbis

“Quem vê caras… não vê corações” já diz o velho ditado Português, que é como quem diz… não confies nas aparências! E assim acontece com o rato-toupeira sem pêlo! O rato-toupeira sem pêlo pode ser um dos animais mais feios do planeta, mas é nele que actualmente se depositam algumas das esperanças para novos Continuar lendo

O aroma de sândalo parece acelerar a regeneração da pele

O aroma de sândalo parece acelerar a regeneração da pele

Por Marco Augusto Stimamiglio                                                                                                  Instituto Carlos Chagas – Fiocruz/PR

Para ouvir o áudio do texto com o autor, clique aqui.

Marco figuraConsiderada a maior barreira externa do nosso corpo, a pele é exposta a múltiplos fatores ambientais. Dentre estes se incluem temperatura, umidade, estresse mecânico e estímulos químicos, tais como os odores que são frequentemente utilizados em cosméticos. Em relação aos odores, já sabemos que eles são captados por nossos narizes através de cerca de 350 tipos de receptores olfativos diferentes, presentes na mucosa nasal. Estes receptores são capazes de captar estímulos químicos provenientes de odores e enviar mensagens ao cérebro, que interpreta esta informação estabelecendo nosso sentido de olfato. No entanto, o nariz não é Continuar lendo