LSD pode ser tão antigo quanto os dinossauros. Será que eles sabiam disso?

Por Elisandro Ricardo Drechsler-Santos                                                                                    Prof. Depto. de Botânica e PPGFAP – UFSC

Imagem retirada do artigo científico original. Mostra a espigueta da gramínea envolta pelo âmbar, onde é possível ver no ápice da pequena flor uma estrutura negra (esclerócio do fungo), parte reprodutiva Palaeoclaviceps parasiticus.

Imagem retirada do artigo científico original. Mostra a espigueta da gramínea envolta pelo âmbar, onde é possível ver no ápice da pequena flor uma estrutura negra (esclerócio do fungo), parte reprodutiva Palaeoclaviceps parasiticus.

Um trabalho recentemente publicado no periódico científico internacional “Palaeodiversity” despertou a imaginação de muitos e popularizou, como reação em cadeia por dezenas de sites, uma suposta ligação entre dinossauros e drogas alucinógenas. A discussão sobre componentes psicotrópicos no cretáceo e o possível uso destas drogas por dinossauros parece ser uma boa manchete na internet. Continuar lendo

Procura-se líder! Requisito: a extraordinarização das tarefas mundanas

Por Vitor Klein                                                                                                                     Pesquisador do Grupo Strategos – Esag/UDESC

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Vitor - imagemO Brasil carece de líderes. Essa parece ser a opinião de muitos especialistas, que enxergam na crise econômica e política o clímax da falta de um projeto unificado de nação. Careceríamos, nesse caso, de liderança com envergadura proporcional aos nossos desafios; e esses desafios são muitos. Em tempos de crise, no entanto, é comum que esperanças sejam depositadas sobre a figura do líder. Continuar lendo

Pessoas com síndrome de Down são menos susceptíveis à desenvolverem tumores

Por Giordano Wosgrau Calloni                                                                                                    Prof. do Dpto. de Biologia Celular, Embriologia e Genética

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Giordano - FiguraNo ano de 2002, cientistas publicaram na conceituada revista científica The Lancet, dados de 13 anos de pesquisa (1983-1997) a respeito da mortalidade de cerca de 18.000 pessoas com síndrome de Down. Esta síndrome também é conhecida como trissomia do cromossomo 21, uma vez que a alteração genética é ocasionada justamente pela presença total ou parcial de uma cópia do cromossomo 21. Continuar lendo

É possível transformar células de leucemia humana em células de defesa

Por Marco Augusto Stimamiglio                                                                                           Instituto Carlos Chagas – Fiocruz/PR

Marco - FiguraO desenvolvimento normal das células que formam nosso sangue pode ser didaticamente separado em duas fases. Uma fase proliferativa, na qual células progenitoras (chamadas células-tronco hematopoiéticas) se dividem para gerar certa quantidade de células. Continuar lendo

Sobre ciência, mídia e cigarros

Por José de Moura Leite Netto                                                                                                       Jornalista e mestrando em Ciência/Oncologia pelo A.C.Camargo Cancer Center

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Moura - Figura aCientistas descobriram que os cigarros eletrônicos podem ser menos nocivos que os convencionais, reforçando um debate ético em torno dos males do tabagismo. Pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College London (UCL) afirmam que para cada milhão de habitantes que optam por trocar Continuar lendo

Jogando dados: seria o azar o principal responsável pelo câncer?

Por Tiago Góss dos Santos                                                                                                 Pesquisador do CIPE, Hospital AC Camargo;

Tumor dadoNo primeiro dia do ano de 2015, a revista Science publicou um artigo que causou (e ainda está causando) muitas polêmicas. Os autores do estudo são dois conceituados cientistas na área do câncer, Bert Vogelstein e Cristian Tomasetti, do hospital Johns Hopkins em Baltimore, Estados Unidos. O artigo lança uma possível Continuar lendo

Terá o rato-toupeira sem pelo a chave para cura do cancro (câncer)?

Por Hélia Neves                                                                                                                                        Prof. da Faculdade de Medicina de Lisboa – Portugal

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O rato-toupeira sem pelo vive no subsolo nos desertos do leste da África e é considerado uma das maravilhas do mundo natural, com grande potencial para contribuir com a medicina humana. Proporcionalmente, se o homem vivesse o mesmo tempo que o rato toupeira sem pelo, viveria até os 600anos...

De pele enrugada e quase cego, o rato-toupeira sem pelo vive no subsolo nos desertos do leste da África. Esta espécie é considerado hoje uma das maravilhas do mundo natural, potencialmente útil à medicina humana pelas características extraordinárias que apresenta. Se a relação de tempo de vida/tamanho da nossa espécie fosse correlacionável à da do rato-toupeira sem pelo… Nós viveríamos até aos 600 anos… e sem cancro! Fonte: Frans Lanting/Corbis

“Quem vê caras… não vê corações” já diz o velho ditado Português, que é como quem diz… não confies nas aparências! E assim acontece com o rato-toupeira sem pêlo! O rato-toupeira sem pêlo pode ser um dos animais mais feios do planeta, mas é nele que actualmente se depositam algumas das esperanças para novos Continuar lendo