A molécula “celebridade”, fosfoetanolamina

Por Andréa Rodrigues Chaves                                                                                                       Instituto de Química – UFG

Andrea - FiguraHá menos de seis meses, um composto químico ganhou notoriedade entre a população brasileira, a fosfoetanolamina. Muitos não sabem, nem mesmo, a que função química esta molécula pertence, mas a sua possível aplicação já foi razão suficiente para que este composto ganhasse tanta atenção. A fosfoetanolamina tem sido relacionada a uma considerável redução e melhora no quadro de pacientes com câncer, especialmente pacientes em estágio terminal da doença. Continuar lendo

Como a célula tumoral engana os seus parceiros…

Por Hélia Neves                                                                                                                                    Prof. da Faculdade de Medicina de Lisboa – Portugal

As alterações nas células do nosso corpo podem levar ao seu crescimento anormal e à formação de tumores primários. Por sua vez, a modificação continuada das células tumorais pode torná-las malignas dando-lhes propriedades de invasão

Imagens em tempo real revelam permeabilidade vascular local e transiente e intravasão (entrada no vaso) da célula tumoral (células amarelas) após estimulo por macráfagos (células roxas). Adaptado de cancerdiscovery.aacrjournals.org.

Imagens em tempo real revelam permeabilidade vascular local e transiente e intravasão (entrada no vaso) da célula tumoral (células amarelas) após estimulo por macráfagos (células roxas). Adaptado de cancerdiscovery.aacrjournals.org.

do local geográfico de origem. A invasão é conseguida porque a célula maligna deixa de reconhecer os sinais locais (do microambiente) e migra para outras regiões do corpo através dos Continuar lendo

Asfixiando a Corrupção Tumoral: A prisão dos canceres corruptores

Por Bruno Costa da Silva                                                                                                 Pesquisador do Medical College, Cornell University/Nova Iorque – EUA

Bruno CS - FiguraComo já mencionado em outros textos no CDQ, como no texto “Abaixo à corrupção tumoral”, de 30 de outubro de 2013, uma linha no campo de pesquisa sobre o câncer que vem ganhando força nos últimos vinte anos considera que células tumorais não atuam isoladamente. Nesta visão, para o progresso de tumores, processo que envolve crescimento, invasão e disseminação de células tumorais para órgãos distantes (ou mais tecnicamente “metástases”), é necessária a participação de células Continuar lendo

Protetores solares baseados em nanopartículas…eficácia e segurança garantidas?

Protetores solares baseados em nanopartículas…eficácia e segurança garantidas?

Por Bruno José Gonçalves da Silva                                                                                                    Prof. Dpto. de Química – UFPR

O verão está próximo e uma das primeiras coisas que nos vem à mente é o calor, não é mesmo?! É um período de aproveitar uma bela praia, uma piscina ou qualquer outro programa que inclua como ator principal o sol! Como se trata de quase uma unanimidade, as preocupações com relação à exposição exagerada à luz do sol em busca do bronzeado perfeito já fazem parte das nossas vidas há algum tempo. Neste sentido, por exemplo, Continuar lendo

Novo composto adiciona a opção “turbo” às drogas anti-tumorais

Por Bruno Costa da Silva                                                                                                 Pesquisador do Medical College, Cornell University/Nova Iorque – EUA

Para ouvir o áudio do texto com o autor, clique aqui.

Bruno CS - FiguraApesar dos inegáveis avanços no desenvolvimento de terapias contra cânceres, com o surgimento de drogas mais específicas e com menos efeitos colaterais, muitos desafios ainda nos separam de tratamentos eficazes para a maior parte dos pacientes acometidos por esta classe de doenças. Continuar lendo

Serão as células normais e as células tumorais mais parecidas do que imaginamos?

Por Hélia Neves                                                                                                                                        Prof. da Faculdade de Medicina de Lisboa – Portugal
Sabe qual é o órgão no nosso corpo que perde 30.000 células/min e é responsável por grande parte do pó que produzimos lá em casa? É também o nosso maior órgão, que corresponde a 15% do nosso peso total e ocupa uma área de aproximadamente 2m2. Já adivinhou? Se disse a pele, acertou!

A pele é o órgão que reveste o nosso corpo protegendo-nos do exterior e literalmente impede-nos de evaporar! Continuar lendo

Pessoas com síndrome de Down são menos susceptíveis à desenvolverem tumores

Por Giordano Wosgrau Calloni                                                                                                    Prof. do Dpto. de Biologia Celular, Embriologia e Genética

Para ouvir o áudio com  o autor, clique aqui.

Giordano - FiguraNo ano de 2002, cientistas publicaram na conceituada revista científica The Lancet, dados de 13 anos de pesquisa (1983-1997) a respeito da mortalidade de cerca de 18.000 pessoas com síndrome de Down. Esta síndrome também é conhecida como trissomia do cromossomo 21, uma vez que a alteração genética é ocasionada justamente pela presença total ou parcial de uma cópia do cromossomo 21. Continuar lendo