Como podem as bactérias intestinais contribuir para a obesidade?

Por Hélia Neves                                                                                                                                    Prof. da Faculdade de Medicina de Lisboa – Portugal

Hoje voltamos a falar da microbiota intestinal (comumente conhecida por flora intestinal), considerada por alguns investigadores como um “novo órgão “ do nosso corpo. Num indivíduo adulto, a microbiota intestinal pode contribuir com até 2 kg do peso total e contem dezenas de bilhões de microrganismos (o seu número é 10 vezes superior ao número de células do nosso corpo). Nela estão incluídas pelo menos 1000 espécies diferentes de bactérias (micróbios), com mais de 3 milhões de genes (150 vezes o número de genes no ser humano). Continuar lendo →

Nanomateriais, nanomedicina, nanofármacos. Porque tantos cientistas estudam este mundo tão pequeno?

Por Keli Fabiana Seidel                                                                                                               Grupo de pesquisa em Bio-Optoeletrônica Orgânica– UTFPR

keli-imagem-1O desenvolvimento de materiais em escala nanométrica e as descobertas de diferentes aplicações destas “nano-coisas” em nosso cotidiano, provavelmente, vão muito além do que você possa imaginar. Dentre as várias possibilidades de aplicações da nanotecnologia, no texto de hoje vamos focar em aplicações voltadas às áreas biomédicas, através da técnica de tratamento terapêutico Continuar lendo →

Sobre a velhice e os tumores

Por Bruno Costa da Silva                                                                                                  Pesquisador do Champalimaud Centre for the Unknown/Lisboa – Portugal

Dados da Organização das Nações Unidas estimam que a população mundial de pessoas com mais de 60 anos seja superior a 2 bilhões de indivíduos até o ano de 2050. Isso significa que, além de um sistema previdenciário robusto, precisaremos de uma atenção ainda maior aos futuros casos de câncer. Já é sabido que os cânceres são, de maneira geral, doenças de envelhecimento, sendo que quanto mais idosos ficamos maior é o tempo para acumularmos mutações associadas a eles. Continuar lendo →

Bactérias ancestrais poderiam nos proteger do Acidente Vascular Cerebral (AVC)?

Bactérias ancestrais poderiam nos proteger do Acidente Vascular Cerebral (AVC)?

Por: Giordano W. Calloni                                                                                                                    Dpto. de Biologia Celular, Embriologia e Genética – UFSC

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Transferência de mitocondrias entre células eucariontes

Em 28 de julho de 2016, um grupo de cientistas dos EUA e da China publicou algo incrível na conceituada revista Nature. Neurônios de camundongos, submetidos à um estresse similar ao que ocorre em pessoas com acidente vascular cerebral (AVC), foram capazes de receber mitocôndrias saudáveis de células vizinhas (chamadas de astrócitos). Incrivelmente, essas mitocôndrias saudáveis passam a fazer parte desses neurônios auxiliando-os a recuperarem-se do estresse causado. Continuar lendo →

Se você gosta de videogame pode transformar-se em um cidadão cientista

Por Paula Borges Monteiro                                                                                                        Grupo de Estudos em Tópicos de Física – IFSC

Atenção! Podemos ter um bom argumento para gastar o tempo livre com jogos de computadores: contribuir para o progresso da ciência! Em abril de 2016, o reconhecido periódico inglês Nature publicou o trabalho Exploring the quantum speed limit with computer games, sobre a investigação de um limite para velocidades em sistemas quânticos a partir de jogos de computadores. Continuar lendo →

Uma realidade 3D para o crescimento e a reconexão de fibras neuronais

Por Marco Augusto Stimamiglio                                                                                          Instituto Carlos Chagas – Fiocruz/PR

marco-figuraApós uma lesão na medula espinhal, com o rompimento das fibras neuronais que percorrem a coluna vertebral de um indivíduo, interrompe-se o fluxo de informações do cérebro para o corpo e do corpo para o cérebro. O resultado é a paralisia e a perda de sensibilidade em regiões do corpo que variam de acordo com a extensão e a localização da lesão. Além disso, como resposta do organismo à lesão tecidual, desenvolve-se uma cicatriz no local lesionado Continuar lendo →